quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Cravinhos. A centenária igreja Matriz São José


A centenária igreja São José de Cravinhos foi inaugura em 24 de junho de 1904, pelo vigário padre Francisco Boti.
A paróquia de Cravinhos foi criada em 1898, até a inauguração da igreja matriz os atos religiosos eram celebrados na Igreja São Benedito, essa construída em 1888, e doi parcialmente desmoronada no começo de 2009.
Essa foto é de aproximadamente do ano 1922, extraída do livro do prof. Francisco Gomes.
A foto recente é da igreja São José em 2009, portanto aproximadamente 87 anos após a foto extraída do livro do qual a retiramos.
Nota-se significativas mudança na fachada, hoje a arborização, ao que parece, é maior.



Foto tirada de um monumento situado à frente da Igreja São José.
Ao pé desse Cristo se lê:
A Pedro de Gasperi "im memorian" e Filomena Gazotti de Gasperi.
Neste casa a virtude da caridade cristã sobreujou todas as imperfeições do ser humano.
Homenagem de um grupo de amigos que se associa a municipalidade na gestão do Prefeito José Vessi.
Cravinhos, julho de 1984.
Vista do interior da Igreja São José.
A foto foi tirada do altar mor para a porta de entrada.
Informações e dados da igreja:
"Pároco: Pe. Ronaldo Ferreira ViannaDiáconos: Diác. Antônio ArdengheDiác. João Jácomo Graziani Thomazelli Diác. Sebastião Marcelino de OliveiraEndereço:
Praça Padre João Osório, s/n° Caixa Postal 71Cep. 14140-000 – Cravinhos/SP
Email:
contato@paroquiasaojose.org.brTel. (16) 3951-1364

Casa Paroquial:Avenida Fagundes, nº 475 Cep. 14140-000 – Cravinhos/SP Tel. (16) 3951-8437"
Fonte:Arquidiocese de Ribeirão Preto.
Referência.
GOMES, F. Cravinhos. Histórico. Geográfico. Comercial. Agrícola. Ribeirão Preto: Selles, 1922.pp. 37-39.
Fotos atuais: Alexandre de Freitas.
Você poderá gostar de ler:

Cravinhos. Rua XV de Novembro


Cravinhos praticamente nasceu com a a rua XV de Novembro, como bem pode se notar nessa foto histórica.
Em 1922, no seu brilhante livro, o professor Francico Gomes escrevia sobre essa rua:
"É a artéria principal de Cravinhos. Tem extensão de 800 metros compreendidos em 7 quarteirões, e a largura de 13 metros. Esta rua e quase totalmente calçada a 'mac-adam' tendo passeios em toda a sua extensão os quais são uniformes, de cimento e com largura de 3 metros, de forma a dar passagem forgada para 4 pessoas uma ao lado da outra." [1]

Hoje podemos dizer que ela não perdeu de todo sua importância. O coméricio está mais descentralizado, principalmente na av. Pedro Amoroso, porém a rua XV de Novembro concentra quatro agências bancárias das cinco que existem na cidade.
Pode se notar um relativo transito nessa rua num final de tarde.



De certa feita, exclamou ao meu lado um visitante que estava na cidade: "nossa! com essa cidade é antiga" observação acertada. A cidade começa a surgir em 1876, data que ficou fixada como a fundação da localidade.
Os aspectos antigos dos prédios é assunto que já tratamos aqui em outro post e deve, em grande parte à estagnação da cidade.
Voltamos a lembrar que Cravinhos em 1900, tinha 30 mil habitante e hoje tem 33 mil.

Sobrados na rua XV de Novembro.
Essa foto foi tirada próximo a Praça Luis Pereira Barreto, tendo uma visão quase inteira da rua.
Vista do lado oposto da foto anterior.
Ao fundo dessa foto, no começo da rua, encontrada a praça sitada acima.
No detalhe, aspectos de prédios antigos.
Referência:
[1] GOMES, F. Cravinhos. Histórico. Geográfico. Comercial. Agrícola. Ribeirão Preto: Selles, 1922.p. 80.
Crédito da foto de 1903:
Fotógrafo Yamada.
Demais fotos de Alexandre de Freitas.
Nota: o Banco do Brasil, situa-se na esquina da rua XV de Novembro com a Av. Fagundes.

Cravinhos. Praça Luis Pereira Barreto


Luiz Pereira Barreto foi um dos fundadores de Cravinhos. O nome da praça é em sua homenagem. Personagem de grande importância não só para cidade de Cravinhos como para toda a região e até para o Brasil. Intelectual formado na Europa introduziu na região um tipo de café que muito produziu por essas terras.
A praça é uma das mais limpas e consevadas da cidade. Fica de frente ao prédio da antiga estação da mogiana. Bem arborizada e bem frequentado. É uma tradicional praça da cidade, que de certa forma perdeu em partes a notoriedade depois da desativação da linha férrea.
Antigamente a praça era conhecida como largo da estação, era divida em duas partes uma de frente à estação e outra onde embarcava passageiros para os ramais de Arantes e Serrana.







Aspectos da Praça Luis Pereira Barreto.
Ao fundo antigo prédio da Mogiana.

Uma praça atualmente pequena.







Vista da Praça Luis Pereira Barreto.
Dessa praça surge a Av. Pedro Amoroso, importante via comercial da cidade e a rua XV de Novembro, outra importante via comercial e bancária. Passa por ali, álém das que citamos acima, as ruas: Bomfim e Galdino Taveiros.

Referência sobre o passado da praça.
GOMES, F. Cravinhos. Histórico. Geográfico. Comercial. Agrícola. Ribeirão Preto: Selles, 1922.p. 87.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Aspectos e imagens da área rural de Cravinhos

O município no Brasil é definido como a menor unidade administrativa do país, a cidade, por sua vez, é a sede do município. Muitos municípios possuem suas regiões administrativas, são os distritos.
Cravinhos teve um distrito - o distrito de Serrinha (hoje cidade de Serrana) que foi criado em 28 de agosto de 1912. Esse distrito tornou-se município em 24 de dezembro de 1948. Para o IBGE região urbana são as cidades e seus distritos, mesmo que esses representem pequenos povoados habitatos por poucas pessoas. Essa é uma discusão que ganhou espaço acadêmico quando se discute a taxa de urbanização do Brasil, pois como vimos, aqui toda sede de município é cidade, e ainda, na contagem da população urbana, aquelas dos distritos municipais entram na contagem.
Entendam, então, que zona rural (ou região rural) é toda aquela onde não ocorre área urbana.
Cravinhos possui uma extensão territorial de 311 Km², 97,66 % da população vive na em área urbana, com uma população (2009) de 33.326 habitantes. Esses dados nos mostram que menos de 3% da população vive na área rural. Situação bem diferente do ano de 1900, quando a cidade tinha 30 mil habitantes e sua área urbana correspondia a pouco mais que uma rua. Assunto tratado intensamente por nós nesse site. (leia mais)
A área rural de Cravinhos foi dominada pelo café, cultura que trouxe progressos importantíssimos não só para região como para todo o sudeste e até para o Brasil, achar que tudo era café é temerário, essa discussão já fez parte de muitos discursos que com o tempo perderam parcialmente sua consistência, visto que a lógica (e até muitos estudos) nos diz que a população precisava se alimentar.
Hoje, a ocupação da zona rural da cidade é dominada pela cana-de-açúcar, cultura que vem se destacando na região. Em alguns pontos nota-se manchas de café, plantações de tomates e uma pecuária pouco expressiva.
Apesar da monotonia paisagística em consequência do "mar de cana", nota-se lugares com antigas construções remetendo-nos a um passado onde a área rural possuía uma vida agitada, lugares de grande altitude que nos possibilitam uma vista abrangente da regiões adjacentes e aqui e acolá pontos de significativa beleza.
Vejamos as imagens


Imagem de satélite do município de Cravinhos. Nota-se a densa ocupação com a cultura da cana-de-açúcar.

















Nessa imagem de satélite, com uma aproximação maior, nota-se resquícios de matas. Enclaves em regiões mais elevadas com características de vegetação secundária (matas que regeneraram).
Originalmente nessa região ocorria a Mata Atlântica.











Vista de uma parte alta de Cravinhos.
Ao longo do horizonte a paisagem é dominada pela cultura da cana, notando novamente alguns enclaves de matas nas regiões mais altas.









Entardecer numa mata secundária às margens de uma plantação de café. Esta área localiza-se no início da zona rural, por se tratar de uma periferia da cidade.










Antiga sede de fazenda de café.
Evidencia-se a opulência de uma época. Complexos arquitetônicos como esse são normais na região, possuem valor hitórico inestimável. Muitos estão em completo abandono, os descendentes dos antigos proprietários, em muitos casos, não tem preocupação em preservar os locais.
A política pública não incentiva ações no sentido de revitalizar esses locais para explora-los turisticamente.




Casa de colônia na Fazenda Manoel Amaro.
A Fazenda Manoel Amaro foi uma grande produtura de café na região. Lá anda há uma estação ferroviária centenária, uma das mais preservadas do município.







Fontes:
Fundação SEADE
IBGE - Cidades
Fotos de Alexadre de Freitas

Leitura relacionada.

Fazenda Manoel Amaro -Cravinhos-SP.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

O trânsito em Cravinhos

Nos primeiros 10 meses de 2009 aconteceram 251 acidentes de trânsito em Cravinhos, em média 25 por mês. Nesse ano de 2009 foram 3 vítimas fatais.
Em reportagem do Jornal A Tribuna regional de Cravinhos, "Trânsito: Imprudência ou falta de sinalização?" sábado, 31 out. 2009, tenta-se desvendar o "mistério". Ou seja, será a falta de sinalização ou a imprudência do motorista que causa acidentes. Para isso, na longa reportagem percebe-se muito mais culpa na imprudência dos motoristas do que na falta de sinalização.
Cremos e até temos o dever de pontuar melhor as observações.
Em primeiro lugar uma imprudência não pode justificar a outra. O município também  é imprudente quando não sinaliza suas vias! O código de trânsito é bem claro no seu artigo 88:

Art. 88. Nenhuma via pavimentada poderá ser entregue após sua construção, ou reaberta ao trânsito após a realização de obras ou de manutenção, enquanto não estiver devidamente sinalizada, vertical e horizontalmente, de forma a garantir as condições adequadas de segurança na circulação.

O cidadão cravinhense que se sentir prejudicado deve acionar a justiça para que se cumpra a lei, visto que, se a administração é imprudente no trânsito ela terá que responder por isso. Em suma, não se brinca com a vida!
Notem ainda o artigo 90 no seu parágrafo 1º:


§ 1º O órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre a via é responsável pela implantação da sinalização, respondendo pela sua falta, insuficiência ou incorreta colocação.

É direito do cidadão circular por vias sinalizadas. É dever do município sinalizar as vias. Voltamos a afirmar: a imprudência dos motoristas não anula a responsabilidade do município sinalizar as vias.
Em excelente artigo escrito por José Carlos Sacramone - Secretario de Trânsito de Jundiaí-SP, percebemos que num país onde milhares de pessoas morrem por ano vítimas de acidentes de trânsito não se pode brincar com a segurança. Para isso ele observa que:

"Administrar o trânsito de pessoas e veículos de qualquer cidade, com um mínimo de segurança, requer planejamento adequado, integração com os demais serviços e órgãos municipais, conhecimento adequado das técnicas, instrumentos e normas aplicáveis, o aperfeiçoamento e a troca permanente de informações com os demais integrantes do Sistema Nacional de Trânsito." [1]

Pro Cravinhos fiant omnia


"Por Cravinhos, faça-se tudo"
 
Fontes:
http://www.senado.gov.br/web/codigos/transito/cnt00023.htm
http://www.cnm.org.br/institucional/documento.asp?iId=31927
Jornal A Tribuna de Cravinhos, sáb. 31 out. 2009.pp. 10-11.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Relações históricas entre Cravinhos e Pompéia

O núcleo incial que deu início ao município de Pompéia, região de Marília-SP, foi fundado por cravinhenses.
Por volta de 1928 a cidade de Cravinhos ainda produzia quantidades significativas de café, porém a região já era considerada de produção antiga. Novos horizontes se abriam, a região que atraía pessoas naquela época era o extremo oeste paulista, como comprova a fundação de várias cidades daquela região.
O café não parou por ali, atingiu o norte do Paraná, onde fez com que surgisse e se desenvolvesse cidades como Londrina e Maringá.
Constantem quem eram os cravinhenses que fundaram Novo Cravinhos.

"Júlio da Costa Barros e outros, de cravinhos na Alta Mogiana, dirigiram-se à região onde os irmãos, Lélio e Marcelo Pizza, adquiriram terras destinadas a agricultura. Aí iniciaram a primeira plantação de café e fundaram o povoado de Novo Cravinhos. O local era dividido, praticamente, em duas propriedades: a vertente do Rio Peixe a Rodolfo Nogueira da Rocha Miranda e a vertente do Rio Peixe aos irmãos Pizza.
Rodolfo Nogueira da Rocha Miranda e Luis Miranda planejaram, em 1928, a formação de uma segunda vila promovendo loteamento de 250 alqueires de terras. Denominaram-no Patrimônio de Otomânia, logo substituído por Pompéia, que ainda em 1928, foi elevado a Distrito de Paz."
Fonte:
http://www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.htm?1

Comparem com outra fonte.

"Em 1919 Júlio da Costa Barros, Pedro Verri, Ormindo Mota, Luís Dal Monte, Luiz Scalabrini, os irmãos Pagani e outros adquiriram dos irmãos Lélio e Marcelo Pizza parte da Fazenda Guataporanga para fins agrícolas. No terreno que comprara, Júlio da Costa Barros iniciou as primeiras plantações de café cerca de três anos mais tarde. Em seguida, por determinação do proprietário da Fazenda Guataporanga, fundou a Vila de Novo Cravinhos, cujo nome foi dado em homenagem à cidade de Cravinhos (Mogiana), de onde vieram os primeiros compradores."
Fonte:
http://www.acepompeia.com.br/cont_menu.php?c=historico

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